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- Bens de capital, agroindústria e automotivo serão os mais dominados pelas tecnologias 4.0, diz estudo da CNI
30/08/2019


Os setores industriais de bens de capital, agroindústria e automotivo são os que mais apostam na dominância de tecnologias 4.0 para a competitividade dos negócios até 2027. E para chegar até esse cenário, inovação e tecnologia devem ser prioridade zero para governos e empresas. É o que mostra pesquisa inédita do Projeto Indústria 2027, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com os institutos de economia das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa de campo foi realizada com 753 empresas de dez setores industriais: aeroespacial, agroindústrias, automotivo, bens de capital, bens de consumo, farmacêutica, insumos básicos, petróleo e gás, química e tecnologias da informação e comunicação. 65% dos entrevistados disseram que as tecnologias avançadas - inteligência artificial, internet das coisas, nanotecnologia, novos materiais, biotecnologia, produção conectada, entre outras - terão alto ou muito alto impacto no futuro da indústria na próxima década.

Entretanto, para alguns setores, o impacto será maior. Para 71% dos representantes de bens de capital, a inovação terá influência alta ou altíssima sobre o desempenho do setor. Na agroindústria, a opinião é de 70% dos representantes e no automotivo, 68% pensam o mesmo.

Segundo o documento, se as expectativas se realizarem, as transformações na indústria se darão, principalmente na produtividade e na competitividade do produto brasileiro. “As empresas serão mais eficientes e produtivas e capazes de prover bens e serviços atualizados e adequados às demandas dos consumidores; as cadeias de valor terão intensidade tecnológica avançada; as empresas estarão disputando mercados em ambiente competitivo onde seus concorrentes também possuem nível tecnológico elevado”, afirma o estudo.

DIGITALIZAÇÃO – A pesquisa também identificou os setores que já operam no modelo 4.0. Como esperado, o setor automotivo lidera a corrida tecnológica e tem maior percentual de digitalização, com 2,9%. Na sequência, aparecem bens de consumo (2%) e agroindústria (1,8%). Os entrevistados também deram perspectivas de uso das tecnologias na próxima década. Entre os mais otimistas, estão o setor de tecnologias da informação e comunicação, que projeta que 31,5% das empresas vão operar como indústria 4.0 até 2027; química, com expectativa de digitalização de 28,2% das indústrias; e bens de capital, com 27,3%.

Para fins de comparação, a expectativa média da indústria em geral é que 23,9% das empresas sejam 4.0 nos próximos dez anos. Atualmente, apenas 1,6% das indústrias disseram produzir na fronteira da tecnologia. "Estamos desenhando um cenário até então desconhecido para a indústria brasileira. A disrupção está em curso, mudando modelos de negócio, a forma de produzir, os produtos produzidos. É um novo peso, de influência crescente, na competitividade das empresas e, consequentemente, dos países. Para conseguirmos aproveitar essas oportunidades, é preciso colocar o tema como prioridade zero, tanto por parte das empresas quanto por parte do Estado", afirma Gianna Sagazio, superintendente nacional do IEL e diretora de Inovação da CNI.

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